Poems From The Portuguese

How far…

How far…

Et in Arcadia ergo

How far, amidst the glades
when the soul delighted in vigorous thoughts and remained untouched
pierced by the useless golden flame
of the city of arcadia, I imperviously followed
the lonely birches across the sky.
And because youth is indifferent to us; because
of that love for the beautiful, through the night, submissively alone in its muteness,
life, so close to the ephemeral,
was that which the future stills ignores, deluding this future’s end.
But we are drawn to the young dead; we love
with contempt life’s briefness
till exhausted we stumble into deception. That life which, as a dark hedge,
reconciles the spirit with the heart – the latter
because it is the last, the utmost, the voice scraped off another voice, this
heart, our heart, which doesn’t reflect on what is born
drops on the road an overwhelming rose, and judges love
in the same spirit.

© Translated by Ana Hudson, 2011
unpublished

Que longe…

Et in Arcadia ergo

Que longe, entre os relvados
quando a alma avultava nos vigorosos pensamentos, e ficava ilesa
eu seguia imune os solitários vidoeiros
através do céu atravessado pela chama de ouro inútil
da cidade da arcádia.
E por nos ser indiferente a juventude; por
esse amor aos belos, pela noite submissamente isolada na mudez, a vida
porque tão perto do que passa
era aquilo que o futuro ainda desconhece, iludindo o fim desse futuro.
Mas nós somos atraídos aos mortos jovens; amamos
com desdém a vida breve
para cairmos exaustos, no engano. Aquela, como escuras sebes
concilia o ânimo sobre o peito – este
por ser o derradeiro, o que culmina, a voz raspada noutra voz, esse coração
que, nosso, não pensa no que nasce
deixa ao caminho uma rosa possessiva, e julga o amor
pelo mesmo pensamento.

inédito

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